
Contexto
A Passabot é uma inteligência artificial que busca passagens aéreas baratas direto no WhatsApp. Basta mandar um oi, por texto ou áudio, e em segundos ela devolve as melhores ofertas e finaliza a compra.
A empresa nasceu de uma dor compartilhada por milhares de brasileiros: viajar sempre foi caro, burocrático e cansativo. Com o produto crescendo, conquistando parceiros e vencendo competições internacionais, a marca precisava estar à altura dessa trajetória: simples, memorável, verde e construída em torno da ideia de um pássaro livre, leve e cotidiano.

Cenário
Os buscadores de passagens falam uma língua visual parecida: Kayak no laranja, Skyscanner e Decolar migrando do comparador de preços para a experiência de viagem, Tripadvisor apostando num verde vibrante. Ao mesmo tempo, as marcas de tecnologia consolidaram uma estética flat, geométrica e sem serifa que o usuário já lê como sinal de produto bem feito.
A análise apontou quatro caminhos: adotar a linguagem SaaS como atalho de credibilidade, trocar as águias e falcões das companhias aéreas por um pássaro do dia a dia, construir uma escala de verdes que conversa com o WhatsApp e usar efeitos contemporâneos para elevar a percepção de valor.

Símbolo
O símbolo funde a letra P com a silhueta de um pardal, ave comum, amigável e presente no cotidiano brasileiro. Ele não remete à grandiosidade distante da aviação comercial, mas à leveza do voo de todo dia.
A marca se lê em três camadas: o bilhete de passagem, o pássaro e o nome. O resultado é divertido e legível, e evita três armadilhas: ser tecnológico demais para o grande público, genérico demais como uma águia ou complexo demais para tantas aplicações.

Cada curva do símbolo nasce de círculos em relação matemática entre si, do corpo do pardal à abertura do P, passando pelo olho e pelos recortes que lembram o bilhete. O contêiner segue o formato de ícone de aplicativo, para que a marca se sinta em casa no celular.

Cor e profundidade
A paleta é uma escala monocromática de verdes, do vibrante ao quase preto, apoiada em tons neutros. O verde é a cor do sinal de saída, do selo de aprovação e do indicador positivo: diz que a transação é segura e que o preço é justo. E, por estar no WhatsApp, a marca herda a familiaridade do lugar onde o serviço acontece.
Para dar profundidade, o sistema usa glassmorphism: superfícies translúcidas, com desfoque e reflexo de luz, na linguagem dos sistemas operacionais atuais. Os ícones seguem o mesmo acabamento, em 3D e dentro da escala de verdes, cobrindo confirmação, busca, economia, atendimento, data e destino.




Pontos de contato
A identidade foi pensada para a vida real da Passabot: o perfil no WhatsApp e nas redes, o site, os eventos e a mídia em aeroportos e pontos de ônibus, justamente onde as pessoas pensam na próxima viagem. A conversa com a IA vira o próprio elemento gráfico, e o tom é leve e direto: é só mandar um oi.









Antes e depois
A marca anterior, um avião dentro de um círculo, dizia viagem, mas não dizia Passabot. A nova identidade troca o símbolo genérico por um personagem próprio e leva o verde do WhatsApp a todos os pontos de contato, do perfil no Instagram ao site.


